Estratégias de Autoprotecção Psicológica diante da Campanha de Difamação
O objetivo destas orientações é preservar a saúde mental, reduzir danos emocionais e evitar escaladas, não “vencer” o conflito.
1: Evitar o Envolvimento Direto
- Não tentar defender-se publicamente nem confrontar a pessoa que está a difamar.
- O confronto direto tende a alimentar a narrativa e a prolongar o conflito.
- Com o tempo, a consistência comportamental é geralmente mais reveladora do que respostas imediatas.
2: Promover Distanciamento Emocional
- A difamação visa frequentemente provocar reações emocionais intensas e desestabilização.
- Processar emoções apenas com pessoas de extrema confiança ou em contexto terapêutico.
- Evitar discutir o assunto repetidamente em ambientes inseguros.
3: Limitar Exposição nas Redes Sociais
- Redes sociais são frequentemente usadas como palco para mensagens indiretas, insinuações ou ataques passivo-agressivos.
- É legítimo:
- bloquear,
- silenciar,
- ou deixar de seguir pessoas envolvidas.
- Reduzir exposição protege o sistema nervoso e evita re-traumatização.
4: Aceitar a Perda de Relações que Não Procuram Compreender
- Algumas pessoas podem alinhar com a narrativa sem procurar ouvir ambas as versões.
- Embora doloroso, pode ser necessário permitir o afastamento dessas relações.
- O luto por perdas relacionais deve ser vivido em privado, sem tentativas imediatas de reparação.
5: Reforçar a Identidade Pessoal
- Uma campanha de difamação pode abalar o sentido de identidade e valor pessoal.
- É importante refletir:
- Quem sou eu para além da reputação?
- Quais são os meus valores consistentes ao longo do tempo?
- O foco está na reconstrução interna, não na validação externa.
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